quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Danilo entrega hoje relatório ao Sintet desmentindo falsas afirmações sobre redução de carga horária e lotação de turmas
O secretário de Educação Danilo de Melo entrega na tarde desta terça-feira, 24, ao Sintet, uma série de documentos que comprovam o falseamento de informações sobre turmas superlotadas e suposta redução de carga horária de professores na rede estadual de ensino. Turmas como a do Florêncio Aires em Porto Nacional divulgada como se atendesse 66 alunos, tinham 41 alunos freqüentando.
Uma série de informações equivocadas que vinham alimentando o noticiário, algumas repassadas diretamente por servidores e outras pelo sindicato foram desmentidas com base em documentos na manhã desta segunda-feira, 24, pelo secretário de Estado da Educação, professor Danilo de Melo, ao Site Roberta Tum, durante entrevista exclusiva.Elia“Eu não seria obtuso, limitado e tão pouco inteligente para jogar meu nome e toda história que venho construindo como gestor desde a prefeitura de Palmas para reduzir arbitrariamente a carga horária de professores e promover mudanças visando somente a economia, sem critério técnico e com prejuízo à educação”, afirmou.
Uma comissão designada pelo secretário está percorrendo as 13 Delegacias Regionais de Ensino e conferindo “in loco” instalações, quadro de funcionários, tamanho das salas e controle de chamada. No caso das salas os espaços são fotografados e medidos. Depois uma fórmula é aplicada para encontrar o numero possível de alunos para ocupá-las,
Questionado sobre os motivos pelos quais este planejamento não foi feito antes das mudanças que promoveram unificação de turmas, o secretário respondeu que acreditou nas informações repassadas pelas DRE’s. “São 548 escolas. A gente trabalha dando autonomia a elas e não tem como estar fiscalizando se as coisas estão acontecendo conforme são informadas, todo tempo”, disse.
Alunos inexistentes e outras estratégias
Um dos problemas detectados, e que desmente a afirmação de que haveriam salas com 66 alunos, como a do segundo ano do ensino médio do CEM Professor Florêncio Aires, em Porto Nacional, é a contagem dos alunos desistentes ou que nunca freqüentaram aulas, como efetivamente matriculados.
O relatório realizado em Porto Nacional mostra que nenhuma sala do referido colégio, tem alunos acima do recomendado: 45 alunos. A média inclusive está bem abaixo deste número, chegando em todo o estado a 24,5 alunos por turma.
Para completar carga horária de professores servidores da área administrativa foram orientados a dividir turmas. Em Araguaína, por exemplo, um deles afirma ter sido orientado pela direção a matricular 67 estudantes com o portadores de necessidades especiais, o que obrigaria a secretaria a ter turmas suficientes para dividi-los.
“E o que isto provoca? Que o Estado tenha turmas com dez alunos, o que não existe em lugar nenhum do mundo, nem na Bélgica”, pontua o secretário.
Outra estratégia utilizada por diretores para solicitar a contratação de novos professores de área, tem sido a de lotar nas coordenações pedagógicas professores de áreas específicas como matemática, geografia e história. Assim as turmas ficam sem professores destas áreas, que são solicitados à Seduc.
Dividindo salas e contado boxes de banheiro
Outra norma burlada para lotar mais ASG – Auxiliar de Serviços Gerais em escolas, é a que determina que para cada seis ambientes deve haver um servidor da área de limpeza. “Teve gente que contou cada Box de banheiro como uma sala. Outros dividiram uma sala em dois ambientes com estantes e contaram dois ambientes”, explica o secretário. Tudo com o objetivo de lotar mais gente nas escolas.
Com o sistema informatizado, a Seduc não tinha como saber por exemplo, quantos servidores estavam à disposição da direção da escola, sem lotação. “Tem escolas pedindo contratos e com 12, 13 excedentes”, relata o secretário.
Zona de conforto
Sem citar nomes, mas já de posse de documentos que explicitam situações falsas criadas nas escolas para gerar demandas inexistentes o secretário Danilo de Melo levará todo o material ao conhecimento do sindicato esta tarde com o objetivo de dar outro tratamento ao assunto. “Não estamos extinguindo turmas. Estamos unificando onde isto é possível, e necessário, sem prejuízo ao aluno”, disse.
A constatação in loco da realidade das escolas estaduais pela equipe designada, também está apontando qual a real necessidade de professores. “É um número bem menor do que o demandado originalmente’, explica Danilo, lembrando que até março fará a chama de todo o cadastro reserva possível, dentro das necessidades do Estado.
“Queremos otimizar nossos recursos materiais e humanos, agora tem gente que não quer, por que está numa zona de conforto da qual não quer sair”, explicou. As cargas horárias também não foram reduzidas, conforme demonstra a portaria-Seduc 1.314/2011, publicada em outubro, mas que traz cargas horárias fixadas a partir de agosto, no começo do segundo semestre.
“Os que tiveram carga reduzida, não fomos nós que reduzimos, mas às vezes o servidor passou em outro concurso, e quer reduzir num lugar para assumir maior quantitativo de horas em outro”, argumentou o secretário.
O encontro entre o secretário e o Sintet acontece na tarde desta segunda-feira, 24.
fonte: site www.robertatum.com.br
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