No início de janeiro a Secretaria de Educação do Estado anunciou um pacote de melhorias que englobariam desde um Programa de Valorização da Educação, mudanças no calendário escolar para que os professores tivessem mais tempo para o descanso e também para o planejamento das aulas. Segundo os professores, tudo não passa de promessas.
Segundo a Seduc, o professor teria um total de 116 horas distribuídas nos dois semestres letivos, além de 8 horas semanais para o planejamento das aulas. Outras 168 horas (4 horas por semana) reservadas ao estudo livre, fora do ambiente escolar. Com isso, o entendimento é de que o professor trabalharia 28 horas em sala e 12 horas com estudo e planejamento. Porém, faltando apenas um dia para o início das aulas, tudo permanece como estava no ano passado, ou seja, apenas 8 horas para planejamento e 32 em sala de aula.
Professores da rede estadual, que pediram para não serem identificados por medo de represálias e perseguições, entraram em contato com o Portal AF para reclamar das "falsas" promessas do governo do Estado. Segundo eles, permanece a incerteza na distribuição da carga horária e nada mudou.
“Os educadores deste Estado não suportam mais esta realidade falsa e caótica que existe na Educação”, desabafam.
Outras promessas
Os profissionais cobram respeito e responsabilidade do governador Siqueira Campos em relação ao cumprimento de suas promessas de campanha eleitoral. Segundo eles, Siqueira prometeu manter a valorização salarial e instituir eleição para os cargos de Diretores escolares. Atualmente, os gestores são indicados politicamente tornando a escola um “curral eleitoral” de pessoas que pretendem candidatar-se. Além do mais, esses diretores indicados politicamente sentem-se no direito de perseguir os trabalhadores e praticar abusos.
“Aguardamos com ansiedade o dia em que os diretores sejam eleitos com a participação da comunidade escolar”, dizem.
Os professores citam também o cargo de Secretário Escolar que não está regularizado, pois nunca foi publicada a portaria regulamentando a função.
“Pedimos apenas que o governador Siqueira Campos cumpra com sua palavra e com o que já foi anunciado pela Seduc. Estamos sobrecarregados com uma carga horária exaustiva. Muitos de nossos colegas estão afastados da sala de aula devido a uma dura jornada de trabalho”, argumentam.
fonte: PORTAL ANALDO FILHO
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