Valuar Barros é recebido com comemorações e afirma que dará continuidade ao seu trabalho; “empresa foi contratada em regime de urgência”, justifica
16/05/2012 21h56
Divulgação
Empresa Arte Produções recebeu R$ 97 mil pela realização do Carnaval 2012. Em 2011, recebeu mais de meio milhão de reais da prefeitura de Araguaína
Da Redação
Portal AF
Após decisão liminar do ministro Ari Pargendle ( STJ) favorável ao retorno do prefeito Valuar Barros (DEM), a Câmara Municipal de Araguaína deu posse na tarde dessa quarta-feira, 16, em cumprimento da decisão.Portal AF
Como já adiantado pelo Portal AF
Valuar Barros permaneceu nove dias afastado do Palácio Tancredo Neves e durante a posse esteve acompanhado de vereadores, lideranças políticas e servidores públicos que comemoram a decisão da justiça com direito a rojões de foguetes.
Mesmo com a decisão do Ministro do STJ, os bens do prefeito no valor de R$ 250 mil continuam bloqueados para garantir a ressarcimento dos possíveis prejeuizos ao erário público. Sobre o assunto, Valuar disse que “tudo vai se normalizar”. “Não desviei nenhum dinheiro, estou de consciência limpa”, garante.
Em muitos momentos quando afastado, o prefeito afirmou que Araguaína estava sendo prejudicada com a decisão da justiça. Durante a posse voltou a citar sua preocupação com a instabilidade provocada por seu afastamento e garantiu que dará continuidade ao seu trabalho.
Sobre as mágoas, o prefeito empossado garantiu que não há contra ninguém, muito menos contra o vice-prefeito Amilton da Caixa, e descartou que o seu afastamento tenha relação com perseguições políticas para favorecer algum candidato na corrida eleitoral em Araguaína.
Prejuízos e bloqueio de bens
A Juíza da 1ª Vara Cível, Adalgiza Viana, é a responsável pela decretação da indisponibilidade dos bens do Prefeito Félix Valuar Barros no valor de R$ 250 mil.
Histórico
De abril de 2012 até agora, foram propostas seis ações civis públicas por improbidade administrativa contra o Prefeito de Araguaína. A soma dos prejuízos causados ao erário passam de R$ 22.000.000,00 (vinte e dois milhões de reais). As irregularidades são relacionadas a dispensa de licitação e contratações indevidas.
Além disto, tramitam no Tribunal de Justiça três ações penais movidas pelo Procurador Geral de Justiça, Clenan Renaut de Melo Pereira.
Fonte: Porta Arnaldo Filho

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